Já estão connosco há quase três meses e só agora começamos a conseguir tocar-lhes!

Foram recolhidos após um pedido da Ação Social, que detetou uma situação em que uma pessoa vivia com os cães em casa, não tendo como esterilizá-los e alimentá-los adequadamente.

Não falamos de cães pequenos, não é fácil manter tantos cães… Não são agressivos, e não estavam demasiado magros, o que mostra que havia preocupação com eles. O maior problema é que não estão habituados a conviver, nem com pessoas, nem com animais.

Chegaram-nos completamente aterrorizados, escondendo-se na parte traseira da Box sempre que sentiam alguém. Felizmente faziam as necessidades sempre na parte da frente da box, possibilitando-nos entrar para limpar e colocar comida… A pouco e pouco o Alfa foi ganhando confiança e começou a vir para a frente. O Marley seguiu-o, sempre a medo. A Gaya começou a aparecer, mas fugia se nos tentávamos aproximar. A Willow… nem lhe púnhamos a vista em cima!

Decidimos separá-los, até porque era urgente marcar as esterilizações. As meninas foram para a sala de recuperação, onde não se podiam esconder, e poderíamos mais facilmente trabalhar com elas. O Marley e o Alfa passaram para uma Box mais pequena e próxima da relva, para os incentivar a sair.

É preciso tempo para trabalhar com eles – tempo e espaço, que cada vez que saem da Box os outros cães começam a ladrar e eles ficam mais amedrontados.

Tudo é novo para eles! Têm medo, mas quando com muita calma, conseguimos chegar perto, gostam das festinhas. Mas nunca conseguem relaxar totalmente!

As meninas, na sala de recuperação, estavam mais resguardadas. Alí a Gaya já conseguia sorrir e pedir festinhas a quem conhecia melhor. A Willow, continua mais medrosa, principalmente se tem pessoas estranhas perto dela. Mas é preciso integrá-las também na vida diária do canil. Precisam ver que os outros se divertem na relva quando saem da Box. Começámos uma nova fase!

São quatro patudos lindos, ainda novos, e com muito amor para dar. Será preciso muito trabalho antes de poderem estar disponíveis para adoção.

Mas olhem para eles – vale a pena todo o trabalho, e as suas lambidelas valem mais do que ouro para os voluntários!